domingo, 12 de outubro de 2008

Vetusta Morla

Faz um tempão que ando in love pelo pop espanhol (Julieta Venegas, Jorge Drexler, Miguel Bosé, Joaquin Sabina... Pois ontem à noite "descobri" Vetusta Morla e minha vida nunca mais foi a mesma. Não é demais esse nome? A banda espanhola me veio ao zapear na madrugada. Fui direto ao santo you tube, google e em poucos minutos estava escolado nos guris de Madri. Fiquei sabendo que o Vetusta existe há oito anos e só no começo deste lançou o primeiro CD. Com a quase morte das gravadoras assim são as coisas no rock/pop do século 21. O som do Vetusta não traz lá grandes novidades, mas ali tem vitalidade, guitarras precisas, letras incríveis e Pucho, o vocalista é demais. Ouça Sálvese quien Pueda, Un Dia en El Mundo (que dá nome ao disco), Autocritica, Copenhague e resista se for capaz. É só procurar por Vetusta Morla no you tube, my space e essas e outras delícias surgem na hora. Pra facilitar, o vídeo de Salvese Quien Pueda está aí.


sábado, 11 de outubro de 2008

O aniversário de Almodóvar


Não tem pra ninguém: o blog mais legal do planeta é o do Pedro Almodóvar. Ali ele registra as filmagens (que já acabaram) de Los Abrazos Rotos, e também fala de livros, discos, encontros... Tudo de um jeito encantador, extremamente pessoal. São textos longos e variados, que ele posta mais ou menos a cada duas semanas e todo dia tô lá atrás de novidades. A foto acima é do blog e mostra o homi se despedindo de 2007.
No post mais recente, ele conta de seu aniverário e das felicitações inesperadas e originais que recebeu. Por exemplo, Meryl Streep, que ligou do celular de um amigo dele e cantou Feliz Natal em espanhol. Sim, ela cantou mesmo feliz natal e sem nenhum sotaque. “Que grande atriz e que encanto de pessoa”, ele escreveu. Penelope Cruz deixou uma mensagem e estava ao lado de Sofia Loren, que queria cumprimentá-lo também. “Penélope Cruz e Sofia Loren juntas! Não sou mitômano, mas quero vê-las e tirar uma foto com elas”. Grande cara, esse Pedro Almodóvar.
Não conhece o blog? www. pedroalmodovar.es

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Ventos da destemperança

Quando a angústia se transforma em coisas que não se pode conter, é necessário buscar algum caminho, algum atalho para algo mais próximo da calmaria, que é para aguentar o próximo ataque dos ventos da destemperança, que às vezes costumam acabar a galope e seus golpes ficam mais próximos de algo semelhante a indestrutível. Temei a força dos ventos, principalmente aqueles que chegam com todas as alianças. É só parar para perceber que aquele vento não é só um, mas a junção de todas as forças que foram se reunindo desde que a destemperança começou a se instaurar.

Nem sei mais o que é que é




Mas o que é que é e de repente o não sei o que é que é me leva a não saber absolutamente nada do que a coisa mais feroz e mais terna já me levou a tentar entender que quando as coisas precisam ser elas têm de saber que nem sei mais o que é que me leva a saber que nunca a vida mais poderia saber o que eu não tenho a menor idéia e nem a mínima pretensão de decifrar.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Viver Tudo

Ele tem sete anos e está no quarto da avó que agoniza. De repente, ela abre um sorriso imenso e pede que ele chame sua mãe. Na presença do neto e da filha, sempre com um sorriso imenso no rosto, ela dá o último suspiro. O menino sente a parede puxá-lo, sente um desamparo tão grande que nunca vai conseguir explicar.

No dia seguinte ao enterro, ele brinca sozinho em seu quarto quando a avó aparece e diz que está ali para levá-lo. Ela está toda vestida de branco e tem uma aparência tranqüila. Ele diz que ainda é cedo. Ela diz que sabe disso, mas que se ele viesse com ela se preservaria de uma verdadeira via-crucis. “Vó, eu quero viver tudo”.

Depois de beijá-lo ternamente e muito devagar nas duas faces, ela desapareceu. E ele voltou a brincar. Homem feito, nunca esquece desse encontro e sua avó não exagerou ao falar na via-crucis, mas ele continua querendo viver tudo.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

ACREDITE: O LULA ME SALVOU


A vida só tem de previsível a sua imprevisibilidade. Sempre intuí isso, mas a ficha caiu mesmo diante da catarse Ratatouille –um dos meus mais profundos de todos os tempos, emprestado pelo filho pequeno de uma amiga querida. Cito aqui pra falar de uns dias complicados que vivi. Não interessa o porquê. Só interessa o desfecho, ou a proximidade dele.

Vivo dizendo que drama não existe e no fim tudo vira comédia. Tudo, absolutamente tudo. Pois no auge da minha tragédia burguesa, quando a segunda-feira de incertezas anoitecia, tocou o telefone. Quase caí pra trás quando quem falava se identificou... o Lula! Sim, o presidente em pessoa ligou para a minha casa, pra pedir o meu voto (que seja), mas ele ligou. E ouvindo aquela gravação a tristeza foi dando lugar a gargalhadas. Era a voz do Lula sim, mas pra mim, ali naquele momento, era Deus, era Zeus, era uma epifania.

Obrigado, Presidente. Seria exagero dizer que o senhor salvou minha vida – e olha que sou exagerado -, mas me fez ver a comédia dessa vida, que só tem de previsível a sua imprevisibilidade. Não lembro direito de suas palavras, mas não vou esquecer a ligação. E ligue quando quiser, viu.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

O cocô segundo Vinicius e Bôscoli


Uma amiga vive dizendo que tenho fixação em cocô. Tenho? Sei lá, mas que é um assunto divertido não há como negar. Lendo o livro de memórias do Ronaldo Bôscoli (Eles e Eu), topei com essa história dele e Vinicius de Moraes. E olha que doido: enquanto escrevo ouço musica no aleatório e não é que começa a tocar Vinicius... credo! Saravá! Eis a história do Bôscoli:

"Como eu, Vinicius achava a maior graça em casos escatológicos, negócio de coco etc. Ríamos pra cacete. Chegamos à perfeição de passar noites catalogando os mais diferentes tipos de cocô. Cocô Rita Pavone, aquele que mancha a latrina toda de sardas. Cocô Canto de Osanha, vai-não-vai, vou-não-vou. Cocô Nossa Senhora, aquele que desce e sobe com o papel. Cocô Siri, que morde o rabo antes de descer. Cocô Mergulhador, que cai e molha a bunda. Cocô Cortiça, que não desce, fica boiando. Cocô Carrossel, que fica rodando a latrina inteira. Cocô Monograma etc"

Um perfil escrito por Antônio Maria para celebrar o dia dos 110 anos de Aracy de Almeida

19 de agosto: o dia que seria o dos 110 anos de Aracy de Almeida. E Aracy é uma paixão: as canções, o jeitão, as tiradas, as histórias. Esse...