sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Homens que voam

O Astro
Sua pedra é a ametista. Sua cor, o amarelo. E Herculano Quintanilha mostrou ontem que pode virar pássaro e escapou lindamente de um exército de policiais em O Astro. Apesar de não exibir as asas, ele entra numa galeria especial, a dos homens alados. Ei-los:


Saramandaia
João Gibão, o homem alado de Saramandaia (1976) interpretado por Juca de Oliveira, passou a novela toda escondendo as asas sob um gibão. No último capítulo, alçou vôo e sobrevoou a Bole Bole do realismo de Dias Gomes em todo seu esplendor.


Birdy - Asas da Liberdade
É a fantasia de voar que o personagem de Matthew Modine em Birdy - Asas da Liberdade (1984) se refugia das perturbações de quem passou por momentos terríveis. Sonho e realidade lado a lado num filme de Alan Parker dos primeiros tempos.


Voar é com os Pássaros
Construir asas e voar é a obessão do protagonista de Voar é Com os Pássaros (1970), filme de Robert Altman.




terça-feira, 25 de outubro de 2011

A voz do sentimento



No site da revista francesa Les inrockuptibles, a chamada “Freddy, héroïne cubaine” e a capa de um CD com um rosto em close de uma mulher se esgoelando ao microfone, imagem nostálgica e marcante. Quem seria ela? Da resenha passei ao youtube e aquele vozeirão me pegou de cara quando era finalzinho de domingo: Noche de Ronda era a canção.
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Mas quem é ela? E antes que a música acabasse, santo google já havia me dado a ficha:  Fredesvinda Garcia Valdés, 150 kilos, empregada doméstica durante o dia e à noite enveredava para os cabarés de Havana, onde arrebatava corações com seus boleros à capella. Freddy gravou apenas um disco, pouco antes de sua morte em 1961, com 26 anos, nos primeiros tempos da revolução cubana. Ela é La Estrella Rodriguez de Três Tristes Tigres, do escritor cubano Guillermo Cabrera Infante.

As 12 canções do único disco de Freddy estão no youtube e têm nomes assim: El Hombre que yo Amo, La Cita, Noche y Dia, Freddy (composta especialmente para ela), Debi Llorar, Gracias mi amor e Noche de Ronda, a primeira que ouvi e que está aí abaixo.


sábado, 22 de outubro de 2011

Gatas e gatos


Em 1951, Cecil Beaton fotografou Greta Garbo na porta de sua casa. Ela tinha 46 anos e já estava afastada do cinema há uma década. Mas o famoso I Want to Be Alone não incluia esse gato imenso. E repare no sorriso de Garbo.

Atente nos olhares da dupla. O rosto largo de Zelda e a beleza ainda não devastada pela loucura, que na década seguinte chegaria para a mulher e paixão de Scott Fitzgerald. Ela e o gato miram o fotógrafo. Quem seria?


Em pleno barato do final dos 60: o nome dela é Gal, mas o dele/a não se sabe.

Jorge Fernando: Eu sou o show

Releio a entrevista que fiz e da qual guardo ótimas lembranças, na primavera de 1994, com Jorge Fernando. Foi na revista Video News), ...