segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Caminhos do Sul


Pra encerrar o ano um retorno à cidade onde nasci cai como luva. Toda vez que volto pra São Gabriel, que adoro chamar Sangaba, me vem à mente Peggy Sue, o filme do Coppola. Faço longas caminhadas por ruas que me conhecem como ninguém, repletas de lembranças. E muitas vezes ao dobrar uma esquina ou lançar um olhar mais atento sobre alguma casa antiga recebo a visita de velhos fantasmas. E é como se eles me abençoassem, como se também gostassem do reencontro. Falo alto com eles, rio com eles e sigo em frente, certo de que outros surgirão ao dobrar a próxima esquina.

E aí na foto tá a velha estação ferroviária, pertinho da casa da minha mãe. Adoro o prédio e é como se fosse o quartel general dos meus fantasminhas camaradas.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Imperfeitinhas perfeitas

Se voz fosse quesito, Jessé seria o ídolo dos ídolos. É uma das minhas máximas essa frase, que me desculpe o cara que até morreu, mas ele pra mim é sinônimo de vozeirão. Amo música e vozes, nem sempre aquelas perfeitas. Claro que sobra lugar para elas que não sou tão maluco assim, mas são as imperfeitinhas que me pegam fácil fácil. Quem por exemplo? Beto Guedes vem logo à cabeça e até porque acabei de ouvir a maravilha Amor de Índio, que ninguém canta como ele. Seu companheiro de Clube da Esquina, Lô Borges também não é nenhum Milton Nascimento. Nem Chico Buarque, mas gosto de ouvir Chico na voz de Chico – A voz do dono e o dono da voz. Marina Lima quase perdeu a voz e nunca seus encantos. E tem aquelas emissões sutis tão bem representadas pelo trio Nara Leão, Rita Lee e Fernanda Takai. Quem mais? Ah, são tantos, mas com os citados aqui já ta bom.

Jorge Fernando: Eu sou o show

Releio a entrevista que fiz e da qual guardo ótimas lembranças, na primavera de 1994, com Jorge Fernando. Foi na revista Video News), ...