sábado, 8 de março de 2014

Há 40 anos... Goodbye Yellow Brick Road

O LP nacional simples, o CD duplo e o DVD Goodbye Yellow Brick Road
Na contracapa da Mojo, o anúncio dos 40 anos de Goodbye Yellow Brick Road. O disco de Elton John foi lançado em 1973 e dia 24 de março sai uma edição comemorativa (detalhes aqui http://www.eltonjohn.com/ ). Primeiro o susto, depois as lembranças – foi dos meus primeiros LPs. Tá, não deve ter sido exatamente há 40 anos, que naqueles tempo demorava a chegar por aqui e mais ainda às cidades pequenas e eu morava em São Gabriel, interior do Rio Grande do Sul. Lembro que meu primeiro Elton John (e preferido até hoje, sei de cor todas as músicas) foi Captain Fantastic, o seguinte a Goodbye. De repente vem até a loja onde comprei Goodbye numa oferta. E olha o detalhe: originalmente era um álbum duplo, mas na edição brasileira virou um LP simples com 10 das 17 canções, sem encarte e sem as letras. E só fui ouvir o disco na íntegra quando lançado em CD, lá pela metade dos anos 90. Fiquei maravilhado com o encarte que trazia todas as letras e ilustrações incríveis e canções feito Sweet Painted Lady, The Ballad of Danny Bailey, Bennie and the Jets e outras que não estavam no LP brasileiro.
Tempos depois comprei um DVD com uma espécie de making of da gravação do disco e histórias deliciosas. Bom, mas o que interessa aqui são as lembranças que o tal anúncio me trouxe. Goodbye Yellow Brick Road é o que se chamava de disco conceitual, uma espécie de “ópera” de Elton John, que tinha 26 anos quando o lançou. Com suas botas de saltos altíssimos, macacões e óculos malucos, ele foi o primeiro ídolo do começo da minha adolescência. A mania era tamanha que meus amigos e eu sempre nos despedíamos com um “Goodbye Yellow Brick Road”. Sim, sabíamos o que significava, mas não entendíamos praticamente nada das letras. O que fazia a nossa cabeça era o som. E Goodbye Yellow Brick Road continua poderoso após esses anos todos. Claro que tô doido pela tal edição comemorativa, remasterizada, cheia de extras e tal. E um dia ainda encontro o LP duplo e gringo que nunca vi.

Aqui, um vídeo com os 40 anos de Goodbye Yellow Brick Road:


segunda-feira, 3 de março de 2014

Globo faz pizza do Oscar

Tudo bem a Globo não transmitir ao vivo a entrega do Oscar. Era domingo de carnaval e a opção foi mostrar os desfiles das escolas do Rio. Agora, bem que a emissora podia ter caprichado no especial Tapete Vemelho do Oscar, que exibiu nessa tarde de segunda. Comandado por Fernanda Lima foi um show de equívocos, desinformação e nada a dizer. Vestida de diva antiga à la Veronica Lake, Fernanda quis repetir a perfomance dourada da copa e, sem um roteiro bem feito, tropeçou feio. Como companheiros de palco, um Alexandre Borges meio sem graça no papel de um José Wilker ou Rubens Ewald Filho sem o conhecimento de cinema de ambos. As “fashion” Erika Palomino e Julia Petit praticavam o “eu acho” sem a menor propriedade, nem graça. E a novata Monica Iozzi tentou fazer a engraçada, mas só pareceu deslocada.


Quem só assistiu o Oscar pela Globo, ficou sem saber, por exemplo,  que Gravidade foi o grande premiado, com sete troféus, inclusive o de melhor diretor para o mexicano Alfonso Cuáron, que nem mostrado foi. Nada de prêmios técnicos, só interessava o glamour ator e atriz (coadjuvantes também) e filme. O predomínio foi para imagens do tapete vermelho, a maioria do canal E!. Logo no começo, Fernanda Lima pergunta “Como é pisar no tapete vermelho, Eliane Bast?”. A repórter responde que é incrível, mostra os sapatos de salto altíssimo na mão e fala da dificuldade de usá-los. “E os homens são incríveis mesmo como no cinema?”, volta a apresentadora. A repórter elogia a beleza dos “astros Hollywood” e acaba aí sua participação, sem mostrar nada do que ela fez no tal red carpet, ou será que lá estava só pra gravar essas cabeças constrangedoras?

“Na categoria melhor coadjuvante, cinco divas”, anunciava a apresentadora. Cortava para o quadro com as concorrentes, sem dizer quem eram, logo era anunciada a vencedora. Discursos? Pra quê? No máximo um “thank you”. Se a intenção do tal especial era a futilidade de quem estava elegante ou não no tapete vermelho isso também passou longe. As quatro mulheres estavam mais perdidas do que cegas em tiroteio praticando o “eu acho” sem a menor classe. Como disse um amigo, foi um desrespeito com o prêmio mais famoso do cinema e a Academia devia tirar os direitos de transmissão da Globo depois desse mico. “E o Oscar vai para... Fernanda Lima”, dizia a chamada do especial. Só se for o Oscar de tropeço dourado. O oscar feito pizza no especial da Globo foi "espetáculo" lamentável.




domingo, 12 de janeiro de 2014

De churrasco gente diferenciada, protestos e rolezinho

Foi há quanto tempo o churrasco gente diferenciada em Higienópolis?  14 de maio de 2011, um sábado, esclarece o Google. Quase três anos, tanto tempo. Era para marcar presença contra moradores do bairro que bradavam contra a construção de uma estação de metrô em zona tão nobre e explodiu via redes sociais. Estive por lá e só tinha “gente bonita” (cerca de 600, segundo a matéria que encontrei), como dizem em São Paulo. Tradução: aqueles privilegiados com acesso à educação, bons shampoos, entre outros itens muito do bons. Uma frequência semelhante a do primeiro protesto bombado na cidade, o do Largo da Batata, ano passado, na segunda-feira 17 de junho. Também estive por lá e me beliscava a toda hora para acreditar naquela imensidão de “gente bonita” por todo lado. É bom nunca esquecer por que estavam lá: não, nunca foi só por vinte centavos e sim para marcar presença contra a polícia do governador Geraldo Alckmin que, na sexta anterior tocou o terror e barbarizou com suas bombas qualquer pessoa que estava na região da Avenida Paulista. Noite truculenta para jamais esquecer – e outras viriam. Sim, foi essa indignação que levou aquele mar de “gente bonita” a tomar de assalto a nobre Avenida Faria Lima, endereço do Shopping Iguatemi, que logo entra em cena aqui.


Como as coisas se espalham e se transformam, alguns meses depois (mais pro final do ano passado) surgiram os rolezinhos. Oh, audácia do bofe, promovidos pela internet por uma garotada mais pra bem pobre, que ouve funk e mora longe demais dos bairros abonados. E ousadia das ousadias:nos shoppings, o oásis paulistano por excelência. Não importa a localização: mesmo na periferia, shopping representa status. Bateu o terror e a civilizada polícia de São Paulo voltou a cena com suas bombas. Ontem, bombas e balas de borracha entraram em cena para deter os participantes de um rolezinho no Shopping Itaquera, Zona Leste. Os shoppings, apavorados, acenam com liminares e benesses de quem tem o poder. Também no sábado quente em SP, um dos reinos da “gente bonita” paulistana, o Shopping Iguatemi`, fez valer a proibição para a entrada de menores desacompanhados. Oi, é um shopping ou um filme com cenas fortes, feito o Ninfomaníaca do Lars Von Trier? Ah, tem a ameaça de multa diária de 10 mil reais para quem ousar em dar o seu rolezinho em área tão estrelada. Mais perfeita tradução do que rola em São Paulo nesses dias estranhos, o rolezinho escancara o apartheid na cidade que se orgulha de ser a maior em tudo. Parabéns para quem teve a ideia. 

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Água Viva ainda viva 33 anos depois

Novela de Gilberto Braga exibida em 1980, Água Viva está de volta no Canal Viva. Trinta e três anos depois, acompanhar aquela história assume outros sabores. E permite observar a mudança do gênero novela: cenas e diálogos imensos, elenco enxuto, uma trilha sonora de sonhos puxada por João Gilberto e a preciosa Wave, assuntos sérios tratados sem apelação (o dinheiro e o valor dele é tema central). Dia desses, por exemplo, o professor Edir (Claudio Cavalcanti) ensinou que Umberto D, o clássico de Vittorio de Sica tem esse título em homenagem ao pai do diretor: o "D" é uma simplificação de De Sicca. Sim, nos anos 80 neorealismo italiano cabia na novela das oito e não assustava a audiência. E alguns dos temas discutidos continuam polêmicos no Brasil do séc 21, "O toplessaço" no Rio há alguns dias mostra isso.

Isto É, 23 de abril de 1980
A "comuna" que abriga a turma jovem da trama é destaque e esse texto abaixo fala dela com propriedade. É um box de um perfil de três páginas com Lucélia Santos na revista Isto É de 23 de abril de 1980 - O tipinho que deu certo, título que se referia ao padrão de beleza da estrela bem diferente das gostosonas da época. “Nova estética às oito da noite” e “Lucélia Santos um mito erótico para os 80?” eram chamadas da matéria assinada por Benicio Medeiros. A novela estava há dois meses no ar. A "comuna" abrigava Fabio Junior e Jorge Fernando (e Lucélia Santos circulava sempre por lá) que, em 1978, protagonizaram (junto com Denise Bandeira) a série Ciranda Cirandinha, precursora de assuntos jovens e ousados na televisão. Quem se interessar, Ciranda Cirandinha foi lançada em DVD. Bom, segue o texto sobre os jovens da novela de Água Viva. Ah, só mais um detalhe: Gilberto Braga tinha 34 anos quando escreveu Água Viva. Bem jovem para o padrão de autores do horário nobre. João Emanuel Carneiro, o mais jovem deles, tinha 42 quando fez Avenida Brasil.


                                          A esfuziante rapaziada global

Uma noite deu para perceber que enrolavam cuidadosamente alguma coisa entre os dedos, na forma de um baseado. Discutem política com a liberdade que a retórica dos mais velhos não conhece. Soltam-se em seus windsurfs ou voam em suas motocicletas. Expressam-se em gíria. Libertam-se em topless. Extravassam-se em sentimento e emotividade. Vivem em comunas ou estão mergulhados num permanente conflito com os pais, caretas, imbecis, idiotizados.

Em Água Viva, a batalha de gerações já tem um vencedor. O autor. Gilberto Braga, 34 anos, fez a esperada opção. Seus meninos são exuberantes, amam a vida, amam-se e são amados. E, em toda essa bronzeada e risonha galeria, nenhum deles apresenta o efeito multifacetado, a densidade existencial, o elenco de contradições do personagem Janete – o alter ego telenovelístico de Lucélia Santos e, dizem, cópia impecável da própria protagonista.
A censura cororoca certamente deve estar de olho nessa esfuziante moçada, com o já surrado argumento de que nem sempre o que é bom para Ipanema (leia-se, no caso, Leblon) é bom para o fundão do Brasil. Dir-se-à, logo, que há exageros, perigosa e exemplar licenciosidade em se viver junto, por exemplo, sem estar casado. Eis aí a composta meta-ironia: censura contra novela reproduzindo a batalha de gerações. Aguardar para ver a quem a Globo dará razão. (Revista Isto É, 23 de abril de 1980)

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

O cabeludo magrela e a menininha


O cabeludo com Etty Fraser e Paulo Autran: 1972

A menininha com Milton Moraes e Elsa Gomes: 1976
Post rapidinho que estas duas fotos anos 70 merecem. Na PB, foco no garotão cabeludo e magrela que divide a cena com Etty Fraser e Paulo Autran. Na colorida, na menininha ao lado de Milton Moraes e Elsa Gomes. O cabeludo e a menina estão juntos em Água Viva (1980), novela de Gilberto Braga em reprise no Canal Viva. "Ah, esse suspense está me matando" hahaha Pois é. Chega. Vamos às fotos.

O cabeludo é Fábio Júnior, ainda longe dos "vinte e poucos anos" - tinha 19 - e se chamava Fábio D'Ayrosa. É de Um Pássaro no Meu Ombro, teleteatro exibido pela TV Cultura em 1972.

A menininha é Isabela Garcia, com oito/nove anos no filme Ninguém Segura Essas Mulheres, de 1976. Curiosidade: essa comédia em três episódios foi produzida por Silvio Santos em rara (e única) incursão ao cinema.

PS: A Ana Oliveira (@anamdo) me mandou via twitter um vídeo (abaixo)do "magrela cabeludo" contracendo com Cacilda Becker no teleteatro Inês de Castro. É de 1968 e Cacilda morreu em junho do ano seguinte.


segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Droga: DVD de Pé na Cova não tem a temporada completa

 
O povo todo do Irajá
A boa: tá saindo o DVD de Pé na Cova, a melhor série 2013 - e não só da TV aberta. A nem tão boa: não é a temporada completa, os dois dvds acomodam 10 dos 22 episódios da primeira temporada. E a libertária série de Miguel Falabella merecia DVD com a 1ª temporada completa, como acontece com as estrangeiras. 

O DVD começa com A Nação Laica, o segundo episódio, quando Ruço completa 50 anos. Os Furacões Têm Nome de Mulher, o episódio inicial, com apresentação dos personagens, ficou de fora. E quem não viu na TV vai ficar sem saber, por exemplo, o passado de Luz Divina. A irmã de Juscelino e vizinha de Ruço era funcionária pública (categoria y) e um belo dia surtou na repartição, achou que as divisórias de fórmica eram um labirinto e ficou zanzando ali dois dias seguidos, até ser internada.

Antes de estrear, houve quem dissesse que a série era chupada da gringa A Sete Palmos (Six Feet Under). Coitados, não sabiam de que falavam - a única semelhança é o tema morte. Pé na Cova estreou no começo do ano e muitas vezes as confusões do povo da FUI (Funerária Unidos do Irajá) retratavam o que rolava na realidade. Quero Morrer no Carnaval, o terceiro episódio também fora do DVD, o morto era o travesti Giselle, cujo nome de batismo era Amarildo (olha as coincidências!). O Tal do Civismo e A Morte é Uma Canção, os dois últimos epísódios, exibidos no começo do julho e incluídos no DVD, foram embalados pelas manifestações de rua – e no Irajá também rolava a confusão (olha as trapaças do acaso). Alô, Som Livre, está na hora dos DVDs das séries da Globo sairem com temporada completa.

Pé na Cova: todos os episódios


1 – Os Furacões Têm Nome de Mulher
2 – A Nação Laica (No DVD)
3 – Quero Morrer no Carnaval
4 – Toma Que o Defunto é Teu
5 – O Primeiro Homem na Lua (No DVD)
6 – O Lobo no Rebanho
7 –  Na Primavera da Vida (No DVD)
8 – A Beleza Está no Olho de Quem Vê
9 – A Virgem do Irajá
10 – Freud Nunca Explica
11 – A Ausência do Pai
12 – Ladrão Que Rouba Ladrão
13 – Seria Cômico se Não Fosse Sério
14 – O Morto de Chinó
15 – A Surpresa do Inesperado (No DVD)
16 – Se Houver Amanhã (No DVD)
17 – O Céu Que Nos Espera (No DVD)
18 – O Vôo da Borboleta Monarca (No DVD)
19 – O Beijo no Irajá (No DVD)
20 – A Mais Sólida Mansão
21 – O Tal do Civismo (No DVD)
22 – A Morte é Uma Canção (No DVD)

sábado, 7 de dezembro de 2013

"Eu fui obrigada a conhecer o avesso do mundo": texto de Fauzi Arap

"Eu vou lhe contar que você não me conhece. Eu tenho que gritar isso porque você está surdo e não me ouve...".  Um hino para os fãs de Maria Bethânia este texto é de Fauzi Arap,   introduz Um Jeito Estúpido de Te Amar (Isolda e Milton Carlos) no disco Pássaro da Manhã (1977) e frequentou bastante as redes sociais no dia da morte de Fauzi (quinta, 5 de dezembro). Há outro texto incrível de Fauzi no show Pássaro da Manhã, nunca lançado em disco, mas disponível para baixar na internet. No final, vai o mapa da mina e o texto, mas antes uma historia.

Programa do show Pássaro da Manhã
Desde que comecei a ouvir Bethânia me encantei com Fauzi Arap, com o nome dele nos créditos, mas só muitos anos depois assisti a um show Dela com direção Dele. E houve um dia Imitação da Vida, maravilha de show da Bethânia dirigido por Fauzi e que para mim foi como se eu tivesse visto o encantado Rosa dos Ventos (sei lá o que daria pra ter assistido esse show). Era dezembro de 1996, assisti com Olair Coan, que era amigo de Fauzi e, ao final, foi cumprimentá-lo e me apresentou a ele. Tenho dificuldade pra tietar, mas não resisti. Fui logo dizendo que enlouquecera com Mare Nostrum, o livro de memórias dele que tinha acabado de sair, e já tinha lido duas vezes. O homem, que era reservado, me olhou com uma cara entre assustado e satisfeito  e disse bem humorado "duas vezes você leu o meu livro, tenho que dar atenção especial". E ficou ali de conversa com o Olair e comigo. Perguntei quem era o autor de um texto absurdo no show. Ele disse que não sabia, achava que era do José Vicente, mas que Bethânia havia encontrado entre seus guardados e não tinha certeza.

Bom, abaixo o lindo texto de Fauzi Arap que introduz o bolero Pecado, quase ao final do 1º ato do show Pássaro da Manhã.

"Eu fui obrigada a conhecer o avesso do mundo. Pra sobreviver a dor de não entender o que tinha acontecido, à dor de te perder, tudo. Eu tive que nascer pra vida da cidade. Não a vida social, mas a vida da cidade e de seus cantos esquecidos. O lixo do lixo. Eu me perdia pela cidade, anônima, e esse anonimato era um vício. Eu não ter meu nome me absolvia de tudo. Eu me embebedava do desejo cego por qualquer um... E assim, eu me iniciei na solidão coletiva dos que não têm nada a perder. Mas, talvez, eu tenha até mais que os outros a tentação de corresponder ao bem. Uma tentação tão grande e absoluta, um desejo de corresponder de forma tão total, que paradoxalmente me tornou e me torna escrava cega de minha escuridão. E quando essa escuridão me possui, eu até a confundo com uma espécie de bem-aventurança."

Mapa da mina. Lindeza de texto, né? E na voz de Maria Bethânia, então, é de arrepiar. Para ouvir, é só acessar o incrível blog Maria Bethânia Re (verso) e baixar o show Pássaro da Manhã. E lá tem outros incríveis shows de Bethânia, inclusive o lendário Rosa dos Ventos, lançado em CD sim, mas em versão reduzida. Eis o link:

E aqui "Eu vou lhe contar...", na voz de Bethânia



Um perfil escrito por Antônio Maria para celebrar o dia dos 110 anos de Aracy de Almeida

19 de agosto: o dia que seria o dos 110 anos de Aracy de Almeida. E Aracy é uma paixão: as canções, o jeitão, as tiradas, as histórias. Esse...