
Um domingo. Um hotel de beira de estrada. Um alguém. A vida pode ser tão simples e tranquila e as vezes ela é. Existe um heliponto no hotel de linhas modernistas. Mas há os encantos escondidos do posto ao lado, meio descampado, que abriga um restaurante para quem está de passada. Ali, uma taça de café com leite, com coxinha ou pão com queijo ou lanche de lingüiça quando a tarde parece ansiosa em ceder espaço pra escuridão da noite.
O olho no olho, a cumplicidade, o nem precisar falar muito para ser entendido, o caminhar lado a lado bem devagar, sem pressa, sem nenhuma pressa, o cigarro compartilhado, el pincipito novato que pede cuidados. Falar besteiras, deixar a censura de lado, imaginar-se fazendo coisas absurdas num espetáculo do José Celso Martinez Correa, rir, cagar de rir e de coisas que pra outras pessoas seriam consideradas nojeiras. Descobrir as delícias do sono, mergulhar num mundo bem ali na esquina do sonho com a razão. Um domingo, um hotel de beira de estrada. Um alguém. Pedir mais o quê? Outro domingo, qualquer lugar, o mesmo alguém.
Um comentário:
Vilmar, que coisa mais linda... Principamente pra mim. EU ODEIO DOMINGOS! bjbj
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