terça-feira, 22 de março de 2011

Disciplina é Liberdade - Geraldo Vietri


Sabe quando um nome assume um certo ar de grandeza? Pois é assim com o de Geraldo Vietri que, aos meus ouvidos, soa como Cecil B. DeMille ou outras figuras míticas hollywoodianas. Deve ter sido o primeiro nome de novelista que relacionei à profissão, ainda menino, bem menino. Devo ter visto algum capítulo de Antônio Maria, mas não guardo na memória. De Nino, O Italianinho, sim, ficaram cenas inteiras, personagens, situações. Essa novela era acompanhada e adorada por toda a minha família e eu, garoto de tudo, não fiquei imune ao estardalhaço que se refletia em capas de revistas e conversas, como se aqueles personagens existissem de verdade.
Assim começa a introdução de Disciplina é Liberdade, o livro sobre Geraldo Vietri (1927 – 1996) que escrevi para a coleção Aplauso, da Imprensa Oficial. Foram alguns anos – com interrupções – para levantar a história do autor e diretor. Um dos homens mais importante na história na televisão brasileira e diretor de 13 filmes,  infelizmente a carreira brilhante (de quase 40 anos) de Geraldo Vietri é praticamente desconhecida pelos mais jovens.  No vídeo abaixo, ele fala dos primórdios das novelas.
Fui atrás do homem. Buscas em bibliotecas, várias entrevistas com aqueles que conviveram com ele – alguns já mortos, como Nair Bello e Geórgia Gomide. Uma informação ou uma pessoa levavam à mais informações e pessoas.
Bom, o que interessa é que Disciplina é Liberdade está pronto. O título, que demorou a aparecer, saiu de Há Tempos, música da Legião Urbana. Um toque pop ao reservado Vietri? Sim, isso mesmo e ele também foi pop, no fim dos anos 60, escreveu e dirigiu Os Reis do Iô Iô Iô, sátira à jovem guarda. E nos 80, escreveu e dirigiu uma novela em espanhol (O Duende Azul) para uma dupla argentina hit daquela época, a Pimpinella – entrevistei Joaquín Galán, a parte masculina da dupla. No fim da página, um vídeo com a abertura de El Duende Azul.
O lançamento de Disciplina é Liberdade (e mais 20 títulos novos da Coleção Aplauso, é na segunda, dia 28, a partir das sete da noite, na Cinemateca Brasileira, em São Paulo.



Um comentário:

areia fofa disse...

adorei Vil, não conhecia nada do Vietri...

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