segunda-feira, 25 de maio de 2009

Documentários musicais para 2040

Tem muita gente comentando Simonal - Ninguém Sabe o Duro Que Dei. E vem aí Loki, obra-prima sobre Arnaldo Baptista. Ambos falam de ídolos do começo dos 70 numa onda de documentários musicais nacionais. Fiquei pensando o que as novas gerações podem esperar e imaginei produções que possam atiçar as massas daqui a uns 30 e poucos anos, Eis a safra de documentários para 2040.

Tem pelos menos três inevitáveis. Sempre Fui Anjo vai misturar pagode, mulheres, sexo, polícia, suborno e revelar toda a verdade sobre Belo, ídolo das massas no comecinho do século.

Meus Tempos de Garota promete chocar. Nele, Thammy, a filha da Rainha do Bumbum nos anos 80, escancara uma história que o tempo se encarregou de enterrar: a preparação e os abusos que sofreu para se transformar num símbolo sexual.

Inspirado no clássico Laranja Mecânica, Lavagem Cerebral aborda um dos enigmas do rock nacional: o fim dos Raimundos. Depois de uma longa ausência, Rodolfo explica tin-tin por tin-tin sua conversão e a lobotomia sofrida a mando de roqueiros rivais.

A safra de documentários nacionais 2040 promete ser imperdível. Ainda bem que existem grandes possibilidades de eu estar mortinho até lá.

Nenhum comentário:

Houve um revólver na minha vida. E fuzil também

Um trezoitão foi personagem de minha infância. Episódio difuso, enigmático, envergonhado, repleto de sombras: só fui saber mais dele quan...